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A presença do mestre cubano entre nós, com sua obra instigante e o pensamento musical voltado para a diversidade e para o universal, mais uma vez nos abre portas para a elaboração de uma programação variada que privilegia a reflexão, a busca do conhecimento, a formação de platéias e a excelência do violão brasileiro e internacional.
Leo Brouwer, patrono
Mto. Gil Jardim, direção geral
Edelton Gloeden, direção artística
Annelise Godoy, direção executiva
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A presença do mestre cubano entre nós, com sua obra instigante e o pensamento musical voltado para a diversidade e para o universal, mais uma vez nos abre portas para a elaboração de uma programação variada que privilegia a reflexão, a busca do conhecimento, a formação de platéias e a excelência do violão brasileiro e internacional.
Nesta edição, nossos grandes concertos e recitais serão ampliados e valorizados com a presença de algumas das mais altas referências do violão da atualidade.
A abertura do Festival contará com o excepcional violonista japonês, Shin-Ichi Fukuda, que atuará como solista num grande concerto junto à Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal de São Paulo, sob a regência do maestro Leo Brouwer. Nesse concerto se dará a estreia brasileira do Concerto da Requiem, in Memorian Toru Takemitsu II, do mestre cubano.
O Festival terá também a presença do compositor, ensaísta e violonista uruguaio, Eduardo Fernández, dono de uma extensa discografia e autor de trabalhos que são referências de técnica e interpretação, com destaque para um notável ensaio sobre a obra para alaúde de J.S.Bach. É importante ressaltar que Fernández forma com Shin-Ichi Fukuda um dos mais proeminentes duos de violão da atualidade, que nos brindará com estreias de obras de Thomas Adés e de Leo Brouwer.
Em homenagem ao cantor e compositor Victor Jara, um dos ícones da canção latinoamericana e da luta contra regimes opressores, o compositor e violonista chileno Marcelo de la Puebla apresentará obras escritas sobre temas de Jara, do chileno Juan Antonio Sánches e de Leo Brouwer. Marcelo de La Puebla, músico versátil e intérprete de repertórios inusitados, foi discípulo de Emilio Pujol e de Alberto Ponce.
Outra presença que marcará esta terceira edição do Festival Leo Brouwer será a de Manuel Barrueco, internacionalmente reconhecido como um dos mais importantes violonistas do nosso tempo. Tem levado sua arte para as mais importantes salas de concerto do mundo, apresentando-se como solista e também com os mais notáveis grupos de câmara e as orquestras da atualidade.
Como nas edições de 2008 e 2009, o Festival Brouwer abre, mais uma vez, espaço para apresentações de instrumentistas renomados, o que tem propiciado a exibição de obras com formações instrumentais pouco convencionais e também a realização de inúmeras estreias. Incrementando nosso intercâmbio com artistas cubanos, contaremos com a presença do Duo Ondina, formado pela flautista Niurka Gonzáles e pela pianista Maria del Henar Navarro, especialistas do repertório cubano contemporâneo. Entre nós, seguindo o objetivo de priorizar uma programação que possibilita o diálogo entre tradição e modernidade, estarão atuando o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, o flautista Toninho Carrasqueira, a violinista Ana de Oliveira.
Esta edição do Festival Leo Brouwer terá a presença de grandes duos da atualidade em suas especialidades. Além de nossos convidados internacionais, Duo Ondina e Eduardo Fernández & Shin-Ichi Fukuda, contaremos com os brasileiros: Duo Siqueira-Lima, Paulo Bellinati & Cristina Azuma e Hamilton de Holanda & Yamandú Costa. Além disso, a presença do extraordinário Egberto Gismonti, atuando com o violonista Alexandre Gismonti e a violinista Ana de Oliveira, sinaliza uma ampliação significativa da participação de importantes instrumentistas da nossa música popular.
Na área pedagógica a novidade será o Curso de História da Técnica dos Instrumentos de Cordas Dedilhadas, ministrado pelo Prof. Dr. Nicolas de Souza Barros, da UNIRIO, aberto tanto para estudantes quanto para a comunidade em geral. Nicolas de Souza Barros ainda fará um programa especial como solista ao violão de oito cordas. O Festival terá também a presença da UFRJ, com a qual também estamos iniciando um intercâmbio, representada pelos professores Marcia Taborda e Humberto Amorim, que atuarão como palestrantes sobre suas recentes publicações, imprescindíveis para o conhecimento da história do violão em nosso país. Além disso, Eduardo Fernández tratará dos aspectos da técnica e da interpretação de obras de J. S. Bach e Luciano Morais (USP – Pós Graduação) apresentará seus recentes estudos sobre Sérgio Abreu. O luthier Ricardo Dias, com suas pesquisas sobre a construção de violões, completará nosso ciclo de palestras.
Neste ano, como resultado do trabalho do ensino do violão e da formação profissional do violonista, a exemplo das edições anteriores e com a coordenação de Edelton Gloeden e de Celso Delneri (USP – Pós-Graduação), nossos estudantes de graduação e pós-graduação, ao lado dos alunos da Universidade Estadual de Londrina e da Universidade Cruzeiro do Sul, apresentarão um novo repertório para quarteto de violões e ensemble de violões: uma obra de Eduardo Fernández em primeira audição no Brasil; uma obra de Iury Cardoso (USP – graduação), escrita especialmente para o Festival Leo Brouwer; e a instigante Electric Counterpoint, do norte americano Steve Reich. Essa iniciativa pretende incrementar futuros intercâmbios com instituições de ensino do país, criando a possibilidade da participação de estudantes em todas as atividades do Festival.
Por fim, em nosso tradicional concerto da Orquestra de Câmara da USP (OCAM), dirigida pelo Maestro Gil Jardim, serão exibidas nada menos que três obras concertantes de referência: a preciosa Serenade, de Malcolm Arnold; Retrats Catalans, de Leo Brouwer, em primeira audição no Brasil, obra que mergulha nos universos de Mompou e Gaudi; e, para despertar nossa memória, a versão para dois violões, flauta, cordas e tímpanos do Concerto de Copacabana, de Radamés Gnattali, que foi apresentada possivelmente uma só vez no Brasil, quando o compositor recebeu o Prêmio Shell de Música, em 1983. Atuou naquela ocasião o Duo Sérgio e Odair Assad com a Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro dirigida por Radamés Gnattali. Agora, Eduardo Fernández e o Duo Siqueira Lima dividirão o palco com os solistas da OCAM na execução desse repertório especial. Nesse concerto, o Festival Leo Brouwer homenageará o excepcional violonista e luthier, Sérgio Abreu, e sua mestra, Monina Távora (in memoriam), personalidades marcantes da história do violão brasileiro dos últimos 50 anos.